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Debatendo com o rival: Coutinho é super valorizado?






Conversar com amigos madridistas raramente resulta em coisa boa. Normalmente, tudo começa bem, mas acaba em insulto ou zoação. Dessa vez, tudo transcorreu tranquilamente. Hoje a conversa foi sobre o jogo de quarta-feira, não poderia ser diferente. Vencemos, nos classificamos e isso vale muita comemoração. Falei sobre os pontos positivos e negativos no último texto, e não pretendo fazê-lo novamente. Mas, uma coisa que ouvi do amigo Ricardo Couto - que claramente não sabe escolher times para torcer - me chamou a atenção: Será que Philippe Coutinho não foi - ou é - super valorizado? 

O 'pequeno príncipe' chegou ao futebol europeu em 2010, após ser vendido pelo Vasco da Gama à Inter de Milão, por 3,8 milhões de euros. A adaptação não foi fácil, tendo ainda o agravante da idade. Em seu ano de estreia, Philippe disputou 20 partidas (53' minutos por jogo), sendo apenas 6 como titular. Marcou 1 gol e deu 2 assistências. Tudo normal, afinal, estamos falando de um jovem de apenas 18 anos. Contudo, o brasileiro jamais conseguiu se firmar no futebol italiano, sendo, inclusive, emprestado ao Espanyol em 2012; onde ficou 6 meses e disputou 16 partidas, marcando apenas 5 gols. Em janeiro de 2013, em pleno o mercado de inverno, a Inter de Milão anuncia a venda de Coutinho ao Liverpool por 8,5 milhões de Libras. 

No time inglês, para ser honesto, Philippe Coutinho não fez nenhuma temporada espetacular em termos de números - nada que justifique os 125 milhões de euros. Nos 6 meses iniciais, foram 24 jogos e 4 assistências vestindo a camisa dos reds. A primeira temporada completa aconteceu em 2014/2015. Esse foi um ano onde pela primeira vez desde que chegara ao velho continente, o brasileiro teve a possibilidade de ter continuidade em um time titular. Coutinho fez 52 jogos (78' por jogo); marcou 8 gols e deu 6 assistências. 2016/2017 foi a melhor temporada de Phill com a camisa do Liverpool. Em 36 jogos (70' por jogo), o craque marcou 14 gols e deu 9 assistências, sendo atrapalhado por uma lesão muscular. Foi então que o Barcelona, atormentado pela saída de Neymar, chegou para interromper a evolução do jogador. 

No primeiro semestre da temporada 2017/2018, após ser paquerado pelo Barça na janela de verão 2017, Coutinho utilizou os primeiros 6 meses da nova temporada para provar ao clube catalão que merecia a investida. Foram 20 jogos, com 12 gols marcados e 8 assistências; de longe a melhor média da carreira. Isso fez com que a diretoria culé investisse pesado na tentativa de tirar da Inglaterra a "solução" para todos os problemas. Eu sei que números são subjetivos, pois com estatísticas bem mais humildes que as de Coutinho, Modric foi eleito melhor do mundo. Mas qual era a verdadeira importância do brasileiro no Liverpool? Afinal, após a sua saída, os reds chegaram a grande decisão da Uefa Champions League, algo que não acontecia há muito tempo. Não há dúvidas de que o impacto para o time inglês foi mínimo, muito diferente do que aconteceu com o Barça em relação à Neymar, por exemplo. 

A grande e triste verdade é que aos 26 anos, Coutinho parece ter regredido na carreira. Valverde tem sua parcela de culpa, é justo dizer isso, mas o '7' não faz merecer muitas oportunidades. O jogador que tem média de 1 gol a cada 280 minutos pelos clubes onde passou, e que chegou para fechar nossas feridas; hoje não consegue mostrar à que veio. O que eu estou tentando dizer com isso, é: será que não estamos esperando demais de quem talvez não tenha para entregar? Se for isso, talvez acharemos a explicação para toda essa decepção.

É, Coutinho, se hoje criamos interrogações sobre o seu verdadeiro valor, a culpa é sua. 

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